Ele aí está! O Engenheiro Melgabaite, conceituado infomático que rejeitou convites da Microsoft e Apple, junta-se à equipa da Wintech e está connosco quinzenalmente para responder a todas as vossas dúvidas. Pergunte que ele responde... pode é não gostar da resposta. Tente a sua sorte em \n Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email . Sites Off-Line A minha empresa vende rádios a pilhas. Após vários estudos de mercado, para definir o design, layout e texto lá me decidi a encomendar o nosso site. O problema foi que, depois de o colocar on-line lembrei-me que a maior parte da minha clientela são pastores, que passam o tempo todo isolados na montanha, sem acesso à net. E agora, o que é que eu faço para dinamizar o site? João Borrego, Gaia RESPOSTA DO MESTRE Dinamitar? Ò chefe, se é por isso não se preocupe que eu tenho um primo que trabalha no paiol do exército e por quaisquer 5 euros mais um garrafão de vinho arranja-nos meia tonelada de Semtex. Ah, disse dinamizar!? Bem, nesse caso a coisa complica-se mas fique tranquilo que eu vou resolver o problema. Eh pá, coincidência, das coincidências. Recebi o seu e-mail quando me preparava para ir fazer a escritura de uma nova empresa que eu inventei há coisa de 5 segundos. Vai chamar-se "Enrolaotários.com - Soluções Digitais & Afins" e vai dedicar-se ao desenvolvimento de sites off-line. Como? Não tem nada que saber, amigo Borrego. Funciona exactamente como os sites on-line. A diferença é que não usa o computador. Nem a internet. Enfim, vamos supôr que um velho pastor está farto de ouvir a hora do terço e os programas do Sala? Vai daí, lembra-se que está na hora de trocar o velho Marantz, que foi pisado pela manada inteira, umas 30 vezes, e por isso só não se desmonta porque está todo atado com uma guita. Ah, e que tem um arame ferrugento no lugar de onde outrora emergia a antena imponente e toda cromada. Se fosse na Internet, o que é que o homem faria? Ia ao Google, inseria na caixa de pesquisa as palavras rádios e pilhas e, toca a andar. Pois, mas lá por entre vales e serranias, não há 3G que lhe valha. Por isso, que remédio tem o velhote se não descer à vila mais próxima, entrar na tasca e pedir as páginas amarelas e ligar para o Zé dos Rádios. Ora, aqui é que está a inovação do meu negócio. É que a homepage do seu site off-line vai estar precisamente afixada à porta da tasca (ou melhor, para o negócio funcionar, vai ter que as afixar em todas as tascas num raio de 50 quilómetros à volta das serras de Portugal). Quando o homem vir o cartaz (que fará corar de inveja qualquer ecrã de plasma) em vez de pegar no rato e clicar no menu "Produtos", ele vai é carregar com o dedo em cima do cartaz e sai de lá um evelope previamente preenchido, com a frase: "Eu, pastor de cabras, e bêbado em full time, quero receber aqui na Tasco do Bicho Morto as páginas de Produtos do vosso site off-line". Depois, só tem que meter o envelope no correio e esperar que os CTT lhe tragam as páginas pedidas. Em seguida, só tem que escolher o modelo, rasgar a parte do produto que lhe interessa e voltar a mandar pelo correio. E assim sucessivamente, até finalmente receber lá no balcão da tasca o seu rádio a pilhas Marantz, um bocadinho menos velho que aquele que tinha antes. Sem a guita a segurar as pilhas - isto partindo do princípio que os carteiros não vão jogar à bola com o embrulho. Ah, e com capacidade para ouvir mais duas ou três estações além da Rádio Renascença e a emissão nocturna da Rádio Ecos da Gardunha. |
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