A Google, a Yahoo e a Microsoft definiram um código de conduta de adesão voluntária, que vai orientar as operações que estas empresas levam a cabo em países que censuram o uso da Internet, como a China ou o Egipto.
Estas regras, em vigor a partir de hoje, são fruto de uma parceria com académicos e organizações de direitos humanos. A iniciativa pretende ter a adesão de outras empresas e a criação uma autoridade independente para classificar os membros quanto ao respeito pelos direitos humanos. As operadoras de telecomunicações Vodafone e France Télécom já se mostraram interessadas no projecto.
O objectivo é assegurar a liberdade de expressão e a privacidade dos utilizadores, evitando episódios como aquele em que um jornalista foi preso depois de os seus dados pessoais terem sido revelados às autoridades chinesas pela Yahoo. Nestas situações, o código de conduta defende que as empresas devem cooperar o menos possível com as autoridades.
Google, Microsoft e Yahoo já foram várias vezes apontadas, nomeadamente pela Amnistia Internacional, como sendo coniventes com a censura na China, o país com maior número de cibernautas. As autoridades chinesas têm um sofisticado sistema para garantir o controlo da Internet - mas muitas restrições são impostas com a ajuda de empresas estrangeiras, obrigadas a colaborar com o Governo como condição para acederem ao apetecível mercado de cibernautas chinês. A Google, por exemplo, filtra alguns dos resultados das pesquisas.